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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Livros que li em 2011 (2º semestre):

Esta é a lista dos livros que li (ou reli) no 2º semestre de 2011. A contagem, a partir do número 30, dá seguimento ao registro das leituras do 1º semestre (que chegou a 29 livros). Pelos meus cálculos, foram 5.286 páginas
lidas entre julho e dezembro (média diária de 28,7 páginas), de livros de formatos, tamanhos e diagramações os mais variados. Como no período anterior, há predominância de ficção (contos e romances em evidência), mas também presença significativa de trabalhos de historiadores (livros de história são uma das minhas raras predileções que concorrem com a literatura). Releituras (Machado, Noll) tiveram participação relevante – e crescente, já que
chegaram a 33,3% dos livros lidos no 2º semestre, contra 17,2% no 1º. Ilustram este post capas de quatro dos livros que mais apreciei ter descoberto nos últimos meses.

II SEMESTRE 2011:

30. Anu. Wilmar Silva. Yerba Mala Cartonera, 2010. 36 ps. Poesia.
31. El libro de los seres imaginários. Jorge Luis
Borges/Margarita Guerrero. Allianza Editorial, 2008. 236 páginas. 236 ps. Contos.
32. O viajante imóvel – Machado de Assis e o Rio de Janeiro de seu tempo. Luciano Trigo. Record, sem data. 300 ps. História.
33. Exiles. James Joyce. Prometheus Books, 2003. 154 ps. Dramaturgia.
34. A dor e outras fantasias. Daniel Salaroli. Secult/ES, 2010. 68 ps. Contos.
35. O homem que amava as mulheres. François Truffaut. Tradução de Fernanda Scalzo. Imago, 1995. 203 ps. Novela.
36. Romance negro e outras histórias. Rubem Fonseca. Companhia das Letras, 1992. 188 ps. Contos. (*)
37. 50 contos. Machado de Assis. Companhia das Letras, 2007. 487 ps. Contos. (*)
38. As barbas do imperador – D. Pedro II, um monarca nos trópicos. Lilia Moritz Schwartz. Companhia das Letras, 1999. 623 ps. História/antropologia.
39. Lorde. João Gilberto Noll. Francis, 2004. 111 ps. Romance.
40. Conversas com linguistas – Virtudes e controvérsias da linguística. Antonio Carlos Xavier/Suzana Cortez (org.). Parábola, 2003. 199 ps. Linguística.
41. Berkeley em Bellagio. João Gilberto Noll. Objetiva, 2002. 103 ps. Romance. (*)
42. A trajetória de um sangue. Maria Odete Moschen. Edição da autora, 2002. 110 ps. Depoimento.
43. Contos hieroglíflicos. Horace Walpole. Tradução de Nuno Batalha. Cavalo de Ferro, 2004. 53 ps. Contos.
44. O cego e a dançarina. in: Romances e contos reunidos. João Gilberto Noll. Companhia das Letras, 1997. 677-772 ps. Contos. (*)
45. O quieto animal da esquina. in: Romances e contos reunidos. João Gilberto Noll. Companhia das Letras, 1997. 443-494 ps. Romance. (*)
46. Bandoleiros. in: Romances e contos reunidos. João Gilberto Noll. Companhia das Letras, 1997. 207-320 ps. Romance. (*)
47. Contos selecionados. Machado de Assis. Gamma, sem data. 204 ps. Contos.
48. O Quinze. Rachel de Queiroz. Siciliano, 1993. 149 ps. Romance. (*)
49. Teatro de la inestable realidad. Aldo Pellegrini. Argonauta, 2008. 108 ps. Teatro/poesia.
50. O novo século – Entrevista a Antonio Polito. Eric Hobsbawn. Tradução de Claudio Marcondes. Companhia de Bolso, 2009. 174 ps. História.
51. Diario de un argentino. Marcelo Silva. Ediciones Patagonia, 2004. 84 ps. Poesia.
52. Formas de cair & outros poemas. Sandro So. Letra Capital, 2011. 85 ps. Poesia.
53. Guerra aérea e literatura. W. G. Sebald. Tradução de Carlos Abbenseth/Frederico Figueredo. Companhia das Letras, 2011. 124 ps. Ensaio.
54. Ahava – A chama azul do afeto. Wilson Alexandre Martins. Edição do autor, 2011. 110 ps. Romance.
55. Dom Casmurro. Machado de Assis. Nova Fronteira, 2011. 250 ps. Romance. (*)
56. Confissões da Bahia: Santo Ofício da Inquisição de Lisboa. Ronaldo Vainfas (org.). Companhia das Letras, 1997. 362 ps. História.
57. Ora bolas: o humor de Mário Quintana. Juarez Fonseca. L&PM, 2010. 159 ps. Humor.
58. Nova antologia poética. Mario Quintana. Globo, 2007. 218 ps. Poesia. (*)
59. A tempestade. William Shakespeare. Tradução de Barbara Heliodora. Lacerda, 1999. 129 ps.
Dramaturgia. (*)

(*): Releituras


























terça-feira, 5 de julho de 2011

Livros que li em 2011 (primeiro semestre):

Na lista abaixo estão os 29 livros que li (ou reli, em alguns poucos casos) no primeiro semestre de 2011. Quem me deu a ideia (algo insana) de registrar todos os livros lidos foi Astier Basílio, que mantém essa prática desde 2006. Nosso departamento de estatísticas inúteis contabiliza um total de 5.589 páginas lidas desde janeiro de 2011 (média diária de 30,8 páginas). Não houve o menor plano de leitura; segui sempre a flutuação dos interesses, conforme um autor ou assunto me captasse a atenção em determinado momento. Alguns padrões, no entanto, podem ser apontados: predominância de prosa narrativa (novelas, romances, etc.), com leve ênfase em obras dificilmente classificáveis numa definição rígida de gênero: “Eles eram muitos cavalos” (Ruffato) é um romance ou um cluster de microcontos? Como rotular “O livro dos abraços” (Galeano): contos ou microcrônicas? E os livros de W. G. Sebald - são memórias, relatos de viagem ou ficção? Gostei desse exercício e pretendo continuar. Os links nos títulos levam a trechos que destaquei em algumas dessas leituras.

I SEMESTRE 2011:

1. Golpe de ar. Fabrício Corsaletti. Ed. 34, 2009. Novela.
2. Cárcere. Saulo Ribeiro/Vinícius Piedade. Ed. Cousa, 2009. Dramaturgia.
3. Viagens de Gulliver. Jonatham Swift. Tradução de Paulo Henriques Britto. Penguim/Companhia, 2010. Narrativa.
4. El perseguidor. Julio Cortázar. Alianza Editorial, 1993. Novela. (*)
5. La otra orilla. Julio Cortázar. Punto de Lectura, 2008. Contos.
6. Octaedro. Julio Cortázar. Civilização Brasileira, 2000. Contos.
7. Eduardo Viveiros de Castro - Encontros. Azougue, 2008. Entrevistas.
8. Sargento Getúlio. João Ubaldo Ribeiro. Nova Fronteira, 2005. Romance.
9. O livro dos abraços. Eduardo Galeano. L&PM, 2000. Contos.
10. Eles eram muitos cavalos. Luiz Ruffato. Boitempo, 2006. Ficção.
11. Zero. Ignácio de Loyola Brandão. Codecri, 1979. Romance.
12. Crime e Castigo. Fiódor Dostoiévski. Tradução de Paulo Bezerra. Ed. 34, 2001. Romance. (*)
13. Monodrama. Carlito Azevedo. 7Letras, 2009. Poesia.
14. Collapsus linguae. Carlito Azevedo. Lynx, 1991. Poesia. (*)
15. As banhistas. Carlito Azevedo. Imago, 1993. Poesia. (*)
16. Sob a noite física. Carlito Azevedo. 7Letras, 1997. Poesia. (*)
17. O natimorto. Lourenço Mutarelli. Companhia das Letras, 2009, 2a. edição. Novela.
18. A arte e a maneira de abordar seu chefe para pedir um aumento. Georges Perec. Tradução de Bernardo Carvalho. Companhia das Letras, 2010. Novela.
19. Ellis Island. Georges Perec. Traducción de Leopoldo Kulesz. Libros del Zorzal, 2004. Ensaio.
20. W ou a memória da infância. Georges Perec. Tradução de Paulo Neves. Companhia das Letras, 1995. Memórias/ficção.
21. Os anéis de Saturno - Uma peregrinação inglesa. W. G. Sebald. Tradução de José Marcos Macedo. Companhia das Letras, 2010. Memórias/relato de viagem.
22. Yes. Thomas Bernhard. Translated by Ewald Osers. The University of Chicago Press, 1991. Novela.
23. Austerlitz. W. G. Sebald. Tradução de José Marcos Macedo, Companhia das Letras, 2008. Romance.
24. Entre os fiéis - Irã, Paquistão, Malásia, Indonésia - 1981. Companhia das Letras, 2001. Reportagem/relato de viagem.
25. 28 desaforismos. Franz Kafka. Tradução de Silveira de Souza. Editora da UFSC/Bernúncia, 2011. Aforismos.
26. Luna Guerra. Marcelo Silva. El Suri Porfiado, 2010. Poesia.
27. Além da fé - Indonésia, Irã, Paquistão, Malásia - 1998. V. S. Naipaul. Tradução de Rubens Figueredo. Companhia das Letras, 2001. Reportagem/relato de viagem.
28. Cais. Alberto Martins. Ed. 34, 2002. Poesia.
29. Pedra habitada. Cândido Rolim. Age Editora, 2002. Poesia.

(*) Releitura