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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

"¿Cómo se convierte alguien en escritor - o es convertido en escritor -? No es una vocación, a quien se le ocurre, no es una decisión tampoco, se parece más bien a una manía, un hábito, una adicción, si uno deja de hacerlo, se siente peor, pero tener que hacerlo es ridículo, y al final se convierte en un modo de vivir (como cualquier otro)." (PIGLIA, Ricardo. Los libros de mi vida. Páginas de una autobiografía, futurap. 10)





sábado, 31 de dezembro de 2016

"São Paulo, Canaã dos paus-de-arara, a Xangrilá dos bóias-frias, bóia de salvação dos retirantes cubo-famélicos de Portinari" (p. 37) "São Paulo: que representaria para aqueles universitários da Boa-Terra, com certo verniz sofisticado, assistemáticos [...]? Uma porrada. Foi um soco de vida urbana capitalista moderna selva selvagem do Brasil." (p. 37) "MUNDO-ABRIGO é um jardim de veredas que se bifurcam. Fissura. Delírio ambulatório, MITOS VADIOS, o desejo errante" (p. 78) "São Cristóvão, o protetor dos viajantes, dos que transitam, dos que estão possuídos, dos que mudam de pele, dos mutantes" (p. 86)


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

"estratégia de vida: mobilidade no EIXO rio são paulo bahia. viagens dentro e fora da BR." (p. 45) "NEW YORK - isto deve parecer provinciano mas não há outra forma de expressão: ir ao exterior." (p. 48) "Poeira do mundo. sem pouso. outros sertões. ontheroad." (p. 61) "nasci no interior do Brasil - minha dor é minha dívida de dinheiro - toda minha ação são peças jurídicas advogando meu direito à alimentação. campeio. batalho." (p. 80) "Bahia - paraíso pro inferno sem sal sem sol são paulistano." (p. 83) "dos cafundós da caatinga a lúcifer das cidades" (p. 165) "e refazer o périplo no sentido inverso" (p. 165)

segunda-feira, 22 de agosto de 2016


"A nadie le interesa ni la literatura, ni la historia, ni nada que tenga que ver con el pensamiento o con las humanidades [...]. Y todavía hay despistados que llaman 'nación' a este sitio, un sinsentido, una estupidez que daría risa si no fuera por lo grotesco: cómo pueden llamar 'nación' a un sitio poblado por individuos a los que no les interesa tener historia ni saber nada de su historia, un sitio poblado por individuos cuyo único interés es imitar a los militares y ser administradores de empresas [...]"


Horacio Castellanos Moya, "Asco"

segunda-feira, 25 de julho de 2016


"Teias de aranha. [...] Teia de aranha. [...] Curioso como se assemelha aos desenhos de certas mandalas. Espaço mítico. Homem também cria espaços míticos, por que não aranha? Cidades, por exemplo. A princípio, sonho de homem, lugar onde pôr para fora deuses e demônios, mas depois cidade física prende, homem fica como inseto em teia de aranha." (p. 109)

Mario Levrero, "Deixa comigo"
{tradução Joca Reiners Terron}

terça-feira, 19 de julho de 2016


“ando numa boa e na vadiagem mais uma vez & nada tenho a fazer senão perambular” (p. 14)

“tudo é um grande e estranho sonho” (p. 52)

“A via férrea se revelava por inteiro, cada vez mais vasta e vasta, [...] muito além dos limites do mundo, e também perfura um buraco profundo na mente de um homem” (p. 91-92)

“o espectro e o horror de um homem que outrora foi um bebê rosado e agora é um fantasma aterrorizante na enlouquecedora noite surrealista das cidades, rostos esquecidos, dinheiro jogado fora, comida jogada fora, bebidas, bebidas, bebidas, as milhares de conversas ruminadas na obscuridade.” (p. 114)

“Na América houve sempre [...] uma ideia especial e definida da liberdade que significa andar a pé [...] se deslocando de cidade em cidade, de estado em estado, em direção à eventual sina dos becos periféricos das grandes cidades quando seus pés entregam os pontos.” (p. 208)

KEROUAC, Jack. Viajante solitário. L&PM, 2006.
[tradução de Eduardo Bueno]

quinta-feira, 14 de julho de 2016


“[...] pulsação rítmica evocando os ritmos próprios da vida, a metáfora do batimento primordial do coração e do sexo, o beat essencial. [...] forma livre, improvisada, improvável [...]” (p. 53)

“Paixão pela palavra, pela imagem, pela prosódia musical, paixão pelo sexo, sacralização do instante presente, errância no esoterismo da tradição que é a terra amassada do passado, de tudo isso a geração beat está carregada.” (p. 87)

“[...] a dura lei da viagem tal como tinha imaginado: despesa mínima, recurso à carona ao acaso, partilha das horas com desconhecidos, mas, sobretudo, liberdade e disponibilidade em busca da pulsação viva da América.” (p. 105)

“[...] suas viagens reais não são senão coleções de miniacontecimentos e manifestações de pouco risco. Não têm a envergadura das que serão empreendidas por Burroughs e Ginsberg, que aliarão deslocamento geográfico, sedentarização longe dos Estados Unidos e experiência interior.” (p. 115)

“De início é sobre os mapas que ele começa, é através dos relatos que ele viaja.” (p. 117)


BUIN, Yves. Kerouac. L&PM, 2007.
[tradução de Rejane Janowitzer]

quinta-feira, 7 de julho de 2016


“por sonhos se entenda o que se enxerga durante o sono – e não o que se deseja nos devaneios diurnos.” (p. 69)
“Tão vastos e intemporais, os acontecimentos brotam de algum centro mais intenso, formando vagos pontos distantes, só para serem encontrados de novo, quando os núcleos e os universos se deslocam para outros sonhos.” (p. 73-74)
“que coisa mais estranha a realidade do mundo desolado e infinito, que não tem destino, significado, nem centro” (p. 77)
“A América [...] é em si mesma um sonho” (p. 129)
“O centro do interesse do sonho só pode ser recapitulado uma vez e por isso também só dá para ser transcrito em seguida [...] porque, ao lembrar e anotar mentalmente, o cérebro logo entorpece e não é mais possível agilizá-lo” (p. 133)
“tudo, tudo irreal, sonhos” (p. 137)
“num cérebro momentaneamente em repouso indigente” (p. 139)
“por algum motivo [...], a coisa toda não consegue chegar em detalhe à minha percepção” (p. 141)
“os sonhos mais fantásticos, e complexos, são irrecuperáveis para o cérebro comum que acorda de manhã” (p. 168)
“O inseto provavelmente era eu.” (p. 168)
“AO ANOTAR OS SONHOS, REPARE NA MANEIRA COMO A CABEÇA SONHADORA INVENTA” (p. 175)  
[tradução de Milton Persson]

segunda-feira, 11 de abril de 2016

"Aqui São Paulo", de Wanda Figueiredo (1971)


"em são paulo você consegue vender até livro até livro! ganhei dinheiro vendendo livro peguei uma pasta e fui de porta em porta" [p. 25]

"em são paulo naquela época nem automóvel existia as ruas não eram calçadas o viaduto do chá era de madeira pagava-se 2 vinténs para atravessar ah! são paulo antigo tem suas coisas interessantes! para se ir à praça da república levava-se um tempo enorme! era o local das touradas chamava-se largo dos curros curros era um lugar onde se transacionava gado a praça da república praticamente não existia" [p. 32]

"a gente nunca sabe quando são paulo entrou em vigor não tem história ela está sempre brincando de começar brincando de tradição [...] ela é cidade nova e velha não se define" [p. 94]

"o paulista tem mão de ferro sem luva de veludo ele tem a miséria que atrofia os órgãos todos os órgãos eu diria ele mede as ruas a pé" [p. 94]

"são paulo é um campo de batalha" [p. 95]

"há uma ligação entre o cimento e a gente" [p. 96]

"são paulo para mim não é um inferno é um misto de tudo um inferno tem seus paraísos" [p. 128]

"melhor do que ficar parada vendo a vida passar eu prefiro o rodamoinho em vez de ser espectadora vendo televisão no interior como um filme a vida dos outros ver os outros vivendo prefiro entrar na loucura toda" [p. 150]

"aridez de são paulo" [p. 167]

"uma psicóloga disse que essas manias que tenho de mato de morar no sertão é tudo fuga" [p. 186]

"grande província" [p. 202]

"tenho a impressão que o rio anhangabaú soterrado dá seiva para que são paulo cresça e são paulo ainda está em formação não deu ainda flores não está formada" [p. 219]

"livro não é cidade" [p. 230]

"o mundo é dos que caminham" [p. 230]

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

"Todos formavam um único grupo - os supostos partidos da direita e da esquerda" (p. 54)

"é típico dessa espécie de tribunal que se condene não só quem é inocente, mas também quem não sabe de nada" (p. 58)

"contra esse tribunal não é possível se defender, é preciso fazer uma confissão" (p. 120)

"A defesa, na verdade, não é realmente admitida pela lei, apenas tolerada" (p. 127)

"as relações pessoais do advogado: é nelas que repousa o principal valor da defesa" (p. 128)

"é totalmente remota a ideia de querer introduzir ou impor, junto ao tribunal, qualquer melhora (...). A única coisa acertada é se conformar com as condições existentes" (p. 132)

"no final emerge, de alguma parte onde originariamente não existia nada, uma grande culpa" (p. 160)

"A sentença não vem de uma vez, é o processo que se converte aos poucos em veredicto" (p. 228)

"A lógica, na verdade, é inabalável, mas ela não resiste a uma pessoa que quer viver" (p. 246)

[tradução de Modesto Carone]


sábado, 7 de fevereiro de 2015

"(...) é preciso deixar absolutamente claro na mente do público que a tradição da arte está com os artistas e que, embora os artistas nem sempre pratiquem violações dos limites da decência, a mente do público não tem o direito de concluir que eles não arroguem para si a liberdade de fazê-lo, se quiserem." (p. 62)

"A modalidade de cristianismo denominada catolicismo pareceu interceptar-lhe o caminho e por isso ele a removeu. Fora criado na crença da supremacia romana e, para ele, deixar de ser católico significava deixar de ser cristão." (p. 118)

"A vida de um errante lhe parecia bem menos ignóbil que a vida de alguém que aceitara a tirania do medíocre pois o custo de ser excepcional era demasiadamente elevado. (...) Ele sentia vividamente os perigos insidiosos que se disfarçam de extravagâncias mas tinha convicção também de que o mero cumprimento dos deveres, nem compreendidos nem agradáveis, era bem mais perigoso e bem menos satisfatório." (p. 145)

"(...) quanto à tentação que Satanás teve permissão de acenar diante dos olhos de Jesus, na realidade, trata-se da tentação mais ineficaz que se pode oferecer a qualquer homem de talento." (p. 179)

tradução de José Roberto O'Shea

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

"O amor (...) pode-se dizer que é um duelo (...)" (p. 60)

"(...) as orelhas da gente andam já tão entupidas que só à força de muita retórica se pode meter por elas um sopro de verdade." (p. 94)

"O olho do homem serve de fotografia ao invisível, como o ouvido serve de eco ao silêncio." (p. 116)

"A morte é uma hipótese (...), talvez uma lenda." (p. 139)

"O leitor atento, verdadeiramente ruminante, tem quatro estômagos no cérebro, e por eles faz passar e repassar os atos e os fatos, até que deduz a verdade que estava, ou parecia estar escondida." (p. 152)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Meus 10 livros de 2013 (com alguns trechos grifados)

Não. Nada de listinha de melhores lançamentos do ano. Só uma compilação, bastante idiossincrática, de trechos que grifei em alguns dos livros que mais gostei de ter lido em 2013. E devo ter esquecido outros tantos, entre leituras acadêmicas e itens de curiosidade pessoal. (Clique nos textos-imagem para melhor visualização.)

1.
AIRA, César. Um acontecimento na vida do pintor-viajante. Tradução de Paulo Andrade Lemos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.

2.
ALBEE, Edward. Who’s afraid of Virgina Woolf? New York: Signet, 2006.

3.
BECKETT, Samuel. All that fall. London: Faber and Faber, 2006.


4.
BERMAN, Antoine. A tradução e a letra ou o albergue do longínquo. Tradução de Marie-Helène Catherine Torres, Mauri Furlan, Andréia Guerini. Sette Letras/PGET, 2007.

5.
CARPEAUX, Otto Maria. O modernismo por Carpeaux. São Paulo: Leya, 2012.

6.
LLOSA, Mario Vargas. La fiesta del chivo. Madrid: Alfaguara, 2000.

7.
LORCA, Federico García. Bodas de sangre. Barcelona: Cátedra, 2010.

8.
NEW YORK DIARIES: 1609 to 2009. Edited by Teresa Carpenter. New York: Modern Library, 2012.

9.
NEUMAN, Andrés.
Bariloche. Barcelona: Anagrama, 2009.

10.
SZYMBORSKA, Wislawa. Poemas. Tradução de Regina Przybycien. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

domingo, 15 de dezembro de 2013


"Qualquer relato sobre a viagem se assemelha a um ruído de vento distante, um ronco surdo que vem dessa experiência que o sentido não consegue transmitir e que apenas o estar naqueles espaços consegue produzir. Há um sentimento ambíguo de frustração e admiração, pois muito do que fora imaginado não era de fato realidade, ao mesmo tempo em que absolutamente tudo era passível de criar momentos de intensidade."

"Talvez a viagem traga apenas a possibilidade do anonimato."

Rafael Pagatini
, "Conversas com a paisagem" (UFES, 2013) - as páginas do livro não são numeradas "para possibilitar múltiplas ordenações e reconstruções"

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013


Simone de Beauvoir, diário, 26/01/1947
in: "New York Diaries: 1609 to 2009",
org. Teresa Carpenter (Modern Library Paperbacks, 2012)

sábado, 29 de dezembro de 2012

"Andrógina, mestiça-city, dengosa, faceira no primeiro momento, pegajosa, porém puta e ladra. Bichona-city, desmunhecada. (...) Vou alinhavando esta trama pelos veios da Soterópolis pra ter algo parecido a sentido (...). Zarpo num coletivo que veloz atravessa a urbe-labirinto que é inferno mais ou menos controlado; cidade a inchar não convulsa de todo ainda, metal-flux a dar contorno ao cimento armado que cresce em suas encostas, baldios, supersubúrbios; cidade banhuda, que com esta paisagem fálica fica com ares de asséptica, higienizada. O tráfego em sua sístole-diátole termina o Corredor da Vitória, deslizo pela ladeira da Barra, inicia o Porto e a Orla se desfralda. (...) Curva na ponta do continente, no Farol, seguindo pela beira, praias, praias, duma ponta a outra, seus fedores marinhos."

João Filho, "Ao longo da linha amarela" (P55 Edições, 2009, ps. 18-19)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

"A partir daquele ponto pude entender o real sentido da expressão fim de mundo. Atravessar aquela fronteira entre o mundo real e aquela zona do crepúsculo era entrar em uma região apocalíptica onde as pessoas tinham sido substituídas por sombras. Tudo pelo caminho permanecia abandonado e quieto. A floresta invadia o asfalto e tornava-se cada vez mais difícil andar em alta velocidade. À beira da estrada, os vilarejos em ruínas, as choupanas sem teto serviam de viveiro para espécies vegetais. Dava dó ver casas com portas abertas e quintais vazios, barcos semi-submersos na água ferruginosa do lago ou enormes construções e complexos industriais largados ao acaso, espaços em branco na vida de alguém que passou muito tempo a construí-los." (ps. 195)

"Seguimos por um bosque entre os prédios – as árvores ali já tomavam quase tudo, como se a cidade já não fosse cidade, mas floresta – e, ainda assim, cidade. (...) Do terraço pudemos avistar a cidade-floresta estender-se frondosa. Era primavera e as árvores floriam entre os edifícios com seus genes defeituosos." (ps. 201-202)

"Nada era casa, pois nada era centro – mas sempre margem, da qual estávamos sempre partindo." (p. 207)

Márcio-André, Ensaios radioativos, Confraria do Vento, 2007 (Livro "Ensaios radioativos" em PDF)

sexta-feira, 7 de setembro de 2012


"(...) uma cidade suspensa nos ramos mais altos (...), com suas fundações dependuradas como raízes aéreas de certas plantas que crescem por cima de outras." (ps. 81-82)

"Não é longe da metrópole iluminada que a floresta estende as suas sombras, mas dentro dela (...)" (p. 107)

Italo Calvino, "O castelo dos destinos cruzados", tradução de Ivo Barroso, Companhia das Letras, 1993

segunda-feira, 27 de agosto de 2012


"(...) uma imagem que se sobrepõe a outra, o quadriculado do mapa da cidade com sua constelação de cruzinhas e setas (...)" (p. 167)

"Continuo meu passeio pela avenida, que agora já não se distingue mais da imensa planície deserta e gelada. A perder de vista não há mais paredes, nem tampouco montanhas ou colinas; nem sequer um rio, um lago, um mar; nada exceto uma extensão achatada e cinzenta (...). Assim, cá estou percorrendo esta superfície vazia que é o mundo. (...) Foi há poucos segundos, ou já faz muitos séculos, que tudo cessou de existir? Ja perdi a noção do tempo." (ps. 251-2)

Italo Calvino, "Se um viajante numa noite de inverno", tradução de Nilson Moulin, Companhia das Letras, 2006.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

"Nós percorremos enormes distâncias para contemplar as ruínas de antigas civilizações, mas onde estão as ruínas contemporâneas? Onde estão sendo criadas as ruínas no mundo de hoje? Onde ficam as antigas grandes cidades que agora estão sendo gradualmente abandonadas em uma lenta decadência, deixando sinais do que as futuras gerações irão escavar e encontrar daqui a mil anos?" (ps. 34-35)

"(...) era um lugar diferente, muito diferente de todas as florestas que eu já tinha visto. Nenhuma das árvores era reta; elas eram tortas, retorcidas e pareciam ter levado vidas muito interessantes. O chão da floresta era pontilhado por enormes troncos apodrecidos - corpos deformados, ancestrais dos gigantes que ainda estavam de pé." (p. 58)

"As pinturas e desenhos nas cavernas são um palimpsesto: cada geração parece ter o mais completo desrespeito pelo trabalho de seus predecessores. Eles pintam e desenham diretamente sobre o trabalho anterior, sem se preocupar em liberar uma área ou encontrar uma superfície de pedra que não tenha sido desenhada." (p. 207)

(David Byrne, "Diários de bicicleta", tradução de Otávio Albuquerque, Anna Lim e Fabiana de Carvalho, Amarilys, 2010)