terça-feira, 26 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
"Mulher sobre a terra" (videopoema, 2010)
Meu poema "Mulher sobre a terra", do livro "Microafetos" (2005, esgotado), ganhou uma versão sonorovisual elaborada no âmbito do projeto Vetor, que desenvolvo desde 2008, em parceria com o compositor e produtor musical Heitor Dantas. Recentemente, passamos a contar com a colaboração do designer e videomaker João Pucci, e este é nosso primeiro experimento agregando a linguagem do vídeo à pesquisa em poesia sonora que já vinha sendo feita.
Versión del poema para español por Antonio Barreto y Paula Ruth
"Mulher sobre a terra" (2010)
Texto: Wladimir Cazé
Argumento, roteiro e direção: Heitor Dantas
Sonorização: Heitor Dantas
Edição: Heitor Dantas & Bruna de Jesus
Finalização: João P. Pucci
Vozes: Bruna de Jesus, Vanda Teixeira & Maria Aparecida Moraes
Texto: Wladimir Cazé
Argumento, roteiro e direção: Heitor Dantas
Sonorização: Heitor Dantas
Edição: Heitor Dantas & Bruna de Jesus
Finalização: João P. Pucci
Vozes: Bruna de Jesus, Vanda Teixeira & Maria Aparecida Moraes
Vea abajo "Mujer sobre la tierra",
el videopoema con subtítulos en español
el videopoema con subtítulos en español
Versión del poema para español por Antonio Barreto y Paula Ruth
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
"Macromundo" no Correio Braziliense
A edição de hoje do "Correio Braziliense" publicou uma matéria no caderno Diversão&Arte (p. 4) sobre o lançamento de "Macromundo" em Brasília (às 19h desta quinta-feira, no Açougue Cultural T-Bone, SCLN 312 Bloco B, Loja 27), com o título "O infinito e o cotidiano com gosto de cordel" (na versão digital, o título é outro). Curiosamente (pois a página é impressa em cores), a capa do livro saiu preta (e não no belo tom de verde escolhido por Márcio-André, editor e designer da Confraria do Vento):
A capa de "Macromundo" na versão preto-fosco-fanzine,
publicada no "Correio Braziliense" de hoje
A verdadeira capa de "Macromundo", com ilustração
de Iansã Negrão e design de Márcio-André
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O Portal de Poesía Iberoamericana é uma seção do latifúndio virtual do poeta Antonio Miranda voltada a aproximar o público brasileiro da poesia praticada atualmente nos países iberoamericanos. Com um vasto conteúdo, a página é uma fonte de informação e uma referência importante. Esta semana, tive o privilégio de ganhar um perfil lá - na subseção Poesia dos Brasis (link Pernambuco) e também em Poetas de A a Z -, com os poemas “O sol, como investe”, “Dois urubus” “Gaivotas 3”, “Molusco” e “Alimária” (todos do livro “Macromundo”).
A foto acima foi tirada durante a Pré-Bienal Internacional de Poesia, que ocorreu nas noites de 14 e 15 de outubro de 2010, na Biblioteca Nacional de Brasília. A programação, de alta qualidade, teve performance poeticomusical de Sids Oliveira, leituras dos poetas brasilienses Jarbas Junior, Luis Turiba e Nicolas Behr e dos convidados Roberto Bianchi (Uruguai), Milagros Terán (Nicarágua), Maria Casiraghi (Argentina) e Ana Guillot (Argentina), além de um pocket show de Zeca Baleiro (que mostrou três de suas canções com poemas de Hilda Hilst e uma com o poema de Murilo Mendes “Relatividade da mulher amada”).
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
“Macromundo” em Brasília
Data: 21/10/10
Horário: 19 horas
Local: Açougue Cultural T-Bone (SCLN 312 Bl. B Lj. 27, Brasília/DF)
Tel: (61) 3274-1665
Entrada franca
Clique na imagem abaixo para ver o convite do evento

terça-feira, 12 de outubro de 2010
4 poemas em cena
"Barata", "Valsa" e "Gaivotas 2" do livro "Macromundo" (Confraria do Vento, 2010); "Gaivota" do livro "Microafetos" (Edições K, 2005)
Com Werlesson Grassi e Jamille Ghil
Filmado no campus da UFES, em Vitória/ES, em 20 de maio de 2010
Duração: 2'28''
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
A 5ª edição da FLAP (evento literário alternativo que desde 2005 acontece todos os anos em São Paulo) começa nesta quinta, 7/10, e vai até segunda-feira, 11, desta vez com programação quase exclusivamente virtual.No sábado, 9/10, às 19h, participarei do debate (via chat) "Contaminações - Literatura em tempos de imagem", juntamente com Flávia Rocha, Martín Barea Mattos & Marcia Tíburi (((mediação de Maiara Gouveia). A proposta é conversar sobre as conexões entre as linguagens não-literárias e a produção textual contemporânea, em incursões pela arte pop, pela canção, pelo cinema e por outras formas expressivas.
Para seguir o debate e participar, acesse a Sala de Debates no horário marcado.
A programação completa da FLAP 2010 pode ser conferida e acompanhada integralmente pelo blog do evento.
Estejam convidados a contribuir para as discussões.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Entrevista na revista "Graciano" n° 4
"Graciano" é uma publicação mensal do grupo de discussão e produção literária Cronópio, projeto de extensão do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), vinculado à RELer&Fazer (Rede de Experiências em Leitura). A proposta da revista é "lançar um olhar jovem sobre a produção literária contemporânea no Espírito Santo, através de resenhas, entrevistas, debates, publicações de textos literários" e "promover uma reflexão sobre como nossa literatura traduz as múltiplas experiências de quem vive no Espírito Santo hoje". A edição n° 4, de setembro de 2010, traz uma entrevista que o jovem Lucas Schuina fez comigo no começo de setembro, na qual falo sobre poesia, trabalho +/vs. literatura, cena cultural capixaba, projetos em andamento (ainda que esse andamento seja Larghissimo, no sentido musical do termo...) e outros assuntos. Confira no link abaixo a íntegra da entrevista (páginas 18-25), com direito a dois poemas de “Macromundo” (“Quintal”, p. 26, e “Porvir”, p. 27).
Mais links para a "Graciano":
blog
Issuu (edições anteriores)
twitter
Mais links para a "Graciano":
blog
Issuu (edições anteriores)
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
“Macromundo” ganhou uma nota na seção Go Cultura (p. 54) da 10ª edição da revista "Go Where Bahia" (editora Denver), publicação voltada para o mercado de consumo de luxo (moda, automóveis, saúde, decoração, gastronomia, entretenimento, business, etc.). Para ler, clique na imagem acima.
terça-feira, 17 de agosto de 2010

O programa "Vice Verso" da rádio Universitária de Vitória/ES (FM 104.7) vai ao ar toda quarta-feira, de 20h às 21h, sob o comando de Ítalo Galiza e Jamille Ghil, sempre com uma programação voltada para os vínculos entre música e poesia e espaço para autores locais. No site do programa está sendo construído um "Acervo póetico" com gravações de textos na voz dos próprios poetas. Fui convidado a participar e escolhi, como uma amostra de meu trabalho, dois poemas de "Microafetos" ("Mulher sobre a terra" e "O lagarto-planta") e três de "Macromundo" ("Molusco", "Os pássaros" e "Minuto último"), além de três poemas sonorizados pelo compositor e produtor musical Heitor Dantas no âmbito do nosso projeto de poesia eletroestocástica Vetor ("Gumes de sal e luz", de "Microafetos"; "Caracol", de "Macromundo"; e "Somossom", que criamos em parceria). Para ouvir minhas gravações no programa "Vice Verso", vá no link "Acervo póetico" e click na minha foto (ou vá no link direto http://www.programaviceverso.com.br/site/content.php?s=acervo_poeta&poeta=198). As gravações também podem ser baixadas (em mp3).
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
http://aci.reitoria.unesp.br/radio/perfil_literario/723%20PL_WLADIMIR%20CAZE%20OK.mp3. Todas as outras entrevistas do “Perfil Literário” podem ser ouvidas e baixadas (em mp3) no link http://aci.reitoria.unesp.br/radio/perfil_literario/. Recomendo, por exemplo, as entrevistas com Claudio Willer, Sérgio Alcides, Fabio Weintraub, Eliana Mara Chiossi (que faz uma reflexão sobre escrita, blog & poética descritiva), Mayrant Gallo, Fabiano Calixto e Virna Teixeira, entre muitas outras interessantíssimas (a organização dos arquivos não facilita a busca, mas vale a pena vasculhar a longa lista e conferir quem já passou pelo programa).
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
“Palavras-cantigas de ninar”
Um mantra ecoa nas notas (musicais) de Katherine Funke: viver cada instante em si, com o tempo que lhe é próprio, sem se deixar arrastar pela velocidade imposta pelo cotidiano. A escrita como uma ferramenta de aperfeiçoamento do ser produz “palavras-cantigas de ninar” (“Kappus, hoje”). Katherine captura o mundo com um olhar distanciado, mas deixa sua marca pessoal ao desmontar as máquinas indutoras de automatismos da percepção. Uma sabedoria selvagem emerge destes aforismos, microcontos, crônicas em cápsulas e minirreportagens poéticas. Neles, a escritora constrói um retrato do tempo como uma viagem na qual somos todos “efêmeros passageiros suspensos na direção de seus destinos, seus acasos, seus passados, seus futuros” (“Congonhas”). “Notas mínimas” se insere na tendência, que veio para ficar, de trabalhos literários testados primeiro em meio eletrônico e, sucedaneamente, editados em livro.Orelha que escrevi para o livro de estreia da catarinense-baiana Katherine Funke. "Notas mínimas" será lançado durante a 21ª Bienal do Livro de São Paulo, no dia 13 de agosto (sexta), às 18h,
no estande da Solisluna Editora (Rua L, n° 50).
A autora também estará circulando por Paraty durante a 8ª Flip,
com seu belo livro recheado de ilustrações de Enéas Guerra.
Um lançamento em Salvador também está por ser marcado.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Fotos da microtur de lançamento de "Macromundo"
Da esquerda para a direita: Lázaro, Irena, Lima Trindade, Sandro
Ornellas, WC, Bárbara, Cajazeira Ramos, Mayrant Gallo, Monica
Menezes, Andreia Gallo, Rosel Soares, Carlos Barbosa + Tom Correia
Ornellas, WC, Bárbara, Cajazeira Ramos, Mayrant Gallo, Monica
Menezes, Andreia Gallo, Rosel Soares, Carlos Barbosa + Tom Correia
Os livros das editoras Confraria do Vento e Aves de Água
Porto Alegre: 24 de abril de 2010Da esquerda para a direita: Lúcia Rosa, Xico Sá, Ana,
Sidnei Schneider, WC, Fernando Ramos, Guilherme Darisbo,
Lima Trindade e Marcelo Benvenutti
Agradecimentos especiais: Fernando Ramos, Laís Chaffe e Mayrant Gallo
quinta-feira, 10 de junho de 2010
notas para um prosoema "in progress":
(...) cornucópia de canudos conurbados, camadas de pessoas e carros intercaladas (tênue tremor do metrô sob os pés), passando rápido, correndo canais em conflito, a onda biônica de máquinas e gente em espirais, fluindo sem filtro umas entre as outras, histórias represadas vertendo certo para um centro invisto no colo sólido da cordilheira, o umbigo do sertão no ponto escolhido para a ermida de taipa, ajuntamento humano por cartilha de tordesilhas decisivamente atado às terras lusolatinas, mas motivo de disputas entre oportunistas e de interesse para um estrangeiro na vertigem de cruzar três ou mais vias interfundidas - esplendor outrora; já instante instável; universos em potencial.
[trechos do caderno "van gogh"]
[trechos do caderno "van gogh"]
segunda-feira, 24 de maio de 2010
"Macromundo" no Correio Braziliense
"Acabo de ler o livro de poemas Macromundo, do pernambucano Wladimir Cazé. São poemas que, destituídos de lirismo mas carregados de técnica, fazem com que as palavras se tornem outra coisa, como satélites dos seus sentidos originais. Com declarada (mas sem angústia) influência de Jorge de Lima e João Cabral de Melo Neto, a coletânea foi uma boa surpresa. (...)."
Henrique Rodrigues, escritor
Correio Braziliense, 23 de maio de 2010
Dá para ler na íntegra no final da página: http://www.correioweb.com.br/cbonline/pensar/sup_pen_49.htm
Henrique Rodrigues, escritor
Correio Braziliense, 23 de maio de 2010
Dá para ler na íntegra no final da página: http://www.correioweb.com.br/cbonline/pensar/sup_pen_49.htm
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Resenha de "Macromundo" no Jornal da Paraíba
domingo, 16 de maio de 2010
O POEMA INACABADO
Aquele animalzinho indefinido, achado
na estrada acidentada do sonho,
te molesta
com mordidelas nos calcanhares
- quando o que mais queres
é concentrar-te no caminho,
evitando os obstáculos que dificultam a viagem.
A cada vez que tentas distraí-lo
sua pequena mandíbula
volta a te perseguir,
cravando nos teus pés
pontiagulhas minúsculas.
Não adianta afastá-lo com safanões e ameaças,
nem erguê-lo sobre o asfalto,
preso pelo pêlo entre os dedos,
enquanto com a outra mão
pões em sua boca
algumas daquelas folhas douradas
caídas ao longo da rodovia:
sempre ele recomeça sua áspera carícia,
feita de cálcio, instinto e persistência.
na estrada acidentada do sonho,
te molesta
com mordidelas nos calcanhares
- quando o que mais queres
é concentrar-te no caminho,
evitando os obstáculos que dificultam a viagem.
A cada vez que tentas distraí-lo
sua pequena mandíbula
volta a te perseguir,
cravando nos teus pés
pontiagulhas minúsculas.
Não adianta afastá-lo com safanões e ameaças,
nem erguê-lo sobre o asfalto,
preso pelo pêlo entre os dedos,
enquanto com a outra mão
pões em sua boca
algumas daquelas folhas douradas
caídas ao longo da rodovia:
sempre ele recomeça sua áspera carícia,
feita de cálcio, instinto e persistência.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Lançamento em Salvador/BA: 22 de maio, 10h, na LDM Livraria Multicampi
Em lançamento duplo, eu e Mayrant Gallo apresentaremos em Salvador (BA) nossos novos livros -"Macromundo" (Confraria do Vento) e "Nem mesmo os passarinhos tristes" (Multifoco/3x4) -, no sábado, 22 de maio, de 10h às 14h, na livraria LDM (Rua Direita da Piedade, 20, Piedade). Repetiremos a dobradinha de sucesso de agosto de 2005, quando lançamos, também juntos e no mesmo local, "Microafetos" (meu) e "Dizer adeus" (dele). Eis o convite:

SALVADOR/BA:
22 de maio, sábado
De 10 a 14 horas
na livraria LDM (Rua Direita da Piedade, 20, Piedade)
Com Mayrant Gallo

SALVADOR/BA:
22 de maio, sábado
De 10 a 14 horas
na livraria LDM (Rua Direita da Piedade, 20, Piedade)
Com Mayrant Gallo
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Resenha de "Macromundo" na Verbo 21
"O zoom kafkiano na poesia de Wladimir Cazé ", de Georgio Rios (poeta, blog Modus operandi ), é o título da resenha de "Macromundo", publicada na edição de abril da revista eletrônica de cultura & literatura Verbo 21.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Lançamento de "Macromundo" em Porto Alegre/RS: sábado, 24 de abril, às 16h

Nova mudança de ventos: "Macromundo" será SIM lançado em Porto Alegre neste sábado (24) às 16h, em evento do Festipoa no Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano (Rua Riachuelo,1257), juntamente com exibição de minimetragens do projeto Cidade Poema e leitura de poemas por Everton Behenck, Berenice Sica Lamas, José Antônio Silva, Liana Timm e Laís Chaffe.
EVENTO:
O que: Exibição de minimetragens do projeto Cidade Poema / leitura de poemas / lançamento de "Macromundo", de Wladimir Cazé
Quando: sábado (24), às 16h
O que: Exibição de minimetragens do projeto Cidade Poema / leitura de poemas / lançamento de "Macromundo", de Wladimir Cazé
Quando: sábado (24), às 16h
Onde: Instituto Cultural Brasileiro Norte-americano (Rua Riachuelo,1257, Porto Alegre/RS)
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Entrevista pro blog do FestiPOA
Respondi (pelo menos, tentei) algumas perguntas sobre poesia para o blog do FestiPOA - Festival Literário de Porto Alegre, que começou ontem e segue até domingo (25 de abril).
Leia a entrevista
Leia a entrevista
segunda-feira, 19 de abril de 2010
"A arte do cordel" na TV Bahia
Clique na imagem e assista a reportagem completa
"A arte do cordel", Rede Bahia Revista, TV Bahia (Globo)
Reportagem: Jony Torres
Imagens: Alberto Luciano e Ubiratan Passos
Edição: Malu Verçosa e Augusto Vieira
Produção: Camila Pimentel
Com: JC Freitas, Antonio Barreto, Iderval Tenório, Wladimir Cazé, Paraíba da Viola, Leandro Tranquilino e Bule-Bule
Exibido em 18/04/2010
sábado, 10 de abril de 2010
“(...) próximo (...) dos principais pólos econômicos do Brasil colonial, o Espírito Santo, no decorrer de sua história, pouco se beneficiou desta localização. (...) Conhecida no século XVIII como uma das mais pobres Províncias, o Estado contava também, até o final do século XIX, com o menor contingente populacional do litoral brasileiro. (...)
Em linhas gerais, as razões dessa estagnação iniciaram-se no período Colonial e se estenderam ao longo do século XVIII, com a descoberta do ouro em Minas Gerais. Apesar de sua menor distância para o litoral, decidiu-se que o escoamento do ouro deveria ser pelo Porto do Rio de Janeiro, cabendo à Capitania do Espírito Santo apenas o papel de defesa natural para impedir o acesso à região de Minas Gerais. Nesse sentido, o Governo reforçou os contingentes militares e impediu a abertura de qualquer estrada ligando o litoral capixaba à região do ouro. Somente no início do século XIX, devido às mudanças de ordem política, é que caiu, então, a proibição de abrir caminhos para o interior. (...) Porém, isso não surtiu grande efeito, uma vez que os intercâmbios comerciais das Minas Gerais já haviam se consolidado com as Capitanias de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
De 1870 até o final dos anos de 1960, a economia capixaba dependeu da monocultura cafeeira. (...) As peculiaridades da forma do desenvolvimento da lavoura do café moldaram o perfil de sua ocupação territorial e podem ser tomadas como índice para explicar a ausência de grandes aglomerados urbanos.
(...) o café se desenvolveu no Estado a partir de três regiões distintas: região Sul, Norte e Central. Destas, apenas a produção desenvolvida na região Central, até o final do século XIX, era destinada à cidade de Vitória.
(...) Por não dispor de uma infra-estrutura portuária para receber navios maiores, essa produção era levada, inicialmente, por cabotagem, para o Rio de Janeiro, onde era comercializada nas sedes das empresas exportadoras, mantendo, assim, a economia capixaba dependente (...)
(...) Sendo assim: ‘ficou Vitória, apesar de centralizar o aparelho político administrativo do Estado, sem receber influência econômica das outras regiões localizadas no Estado’. (...) A cidade de Vitória, no final do século XIX, encontrava-se ‘isolada dentro do próprio território estadual’ (...).”
(Samira Margotto, em "Cousas nossas: Pintura de paisagem no Espírito Santo - 1930/1960", ps. 26-28)
Leia comentários a outros 3 livros sobre a cidade de Vitória (ES):
- “Vitória: Sítio físico e paisagem”, de Letícia Beccalli Klug
- “A geografia da verticalização litorânea em Vitória: o bairro Praia do Canto”, de Eduardo Rodrigues Gomes
- “Expansão urbana da área Norte de Vitória – 1970/87”, de Ricardo Brunow Costa
Em linhas gerais, as razões dessa estagnação iniciaram-se no período Colonial e se estenderam ao longo do século XVIII, com a descoberta do ouro em Minas Gerais. Apesar de sua menor distância para o litoral, decidiu-se que o escoamento do ouro deveria ser pelo Porto do Rio de Janeiro, cabendo à Capitania do Espírito Santo apenas o papel de defesa natural para impedir o acesso à região de Minas Gerais. Nesse sentido, o Governo reforçou os contingentes militares e impediu a abertura de qualquer estrada ligando o litoral capixaba à região do ouro. Somente no início do século XIX, devido às mudanças de ordem política, é que caiu, então, a proibição de abrir caminhos para o interior. (...) Porém, isso não surtiu grande efeito, uma vez que os intercâmbios comerciais das Minas Gerais já haviam se consolidado com as Capitanias de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
De 1870 até o final dos anos de 1960, a economia capixaba dependeu da monocultura cafeeira. (...) As peculiaridades da forma do desenvolvimento da lavoura do café moldaram o perfil de sua ocupação territorial e podem ser tomadas como índice para explicar a ausência de grandes aglomerados urbanos.
(...) o café se desenvolveu no Estado a partir de três regiões distintas: região Sul, Norte e Central. Destas, apenas a produção desenvolvida na região Central, até o final do século XIX, era destinada à cidade de Vitória.
(...) Por não dispor de uma infra-estrutura portuária para receber navios maiores, essa produção era levada, inicialmente, por cabotagem, para o Rio de Janeiro, onde era comercializada nas sedes das empresas exportadoras, mantendo, assim, a economia capixaba dependente (...)
(...) Sendo assim: ‘ficou Vitória, apesar de centralizar o aparelho político administrativo do Estado, sem receber influência econômica das outras regiões localizadas no Estado’. (...) A cidade de Vitória, no final do século XIX, encontrava-se ‘isolada dentro do próprio território estadual’ (...).”
(Samira Margotto, em "Cousas nossas: Pintura de paisagem no Espírito Santo - 1930/1960", ps. 26-28)
Leia comentários a outros 3 livros sobre a cidade de Vitória (ES):
- “Vitória: Sítio físico e paisagem”, de Letícia Beccalli Klug
- “A geografia da verticalização litorânea em Vitória: o bairro Praia do Canto”, de Eduardo Rodrigues Gomes
- “Expansão urbana da área Norte de Vitória – 1970/87”, de Ricardo Brunow Costa
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