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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 (algumas fotos, um vídeo e um poema de Rodrigo Caldeira)



Com Saulo Ribeiro e Thiago "Kelber" Fernandes,
Buenos Aires, janeiro

"A filha do Imperador que foi morta em Petrolina"
(folheto de cordel, Edições K, 2004)
Texto e leitura: Wladimir Cazé
Imagens: Thiago "Kelber" Ferreira
Filmado en la Recoleta, Buenos Aires, janeiro 2011


Com Wilson Javier Cardozo,
Montevideo (Uruguay), janeiro

Com Carlos Drummond de Andrade e Rodrigo Caldeira,
Itabira (MG), 21 de abril


O leitor poeta | a Wladimir Cazé

Como um animal faminto, devora no silêncio,
palavra por palavra, a memória dos outros.
Regozija a página vencida, mas busca,
olhos em chamas, mais uma conquista.

Atributo de homem sereno, sem pressa.
O tempo noturno te absorve aos poucos.
Vista cansada não te aflige, quer o final.
Se poesia, quer o poema que te devore.

A leitura come sua criação, em demasia.
Não escreve mais nenhum afetomundo.
Vive precocemente a alegria de Cabral,
para quem a leitura era único alívio.

Em tempo te desafio: inverta o título.
Anteveja o poeta, depois o leitor.
Sentinela que é da noite confidente,
cumpra a sina do porvir: vigia e relata.

Rodrigo Caldeira



Com Jamille Ghil e Ítalo Galiza, na rádio Universitária,
Vitória (ES), 22 de junho

Com o poeta Leandro Jardim, Rio de Janeiro, julho

Com Saulo Ribeiro, Biblioteca Pública do Espírito Santo,
Vitória (ES), 26 de julho



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Colombia, 2009

Terminou ontem o 14º Festival Internacional de Poesía en Cartagena, organizado pelo poeta Martín Salas na bela cidade caribenha de Cartagena de Indias, Colombia. Para reviver com nostalgia os dias da edição de 2009 do evento, aí vão alguns estilhaços visuais e sonoros e anotações extraídas do moleskine surrado que carreguei na viagem.

28/11/2009
Vista da janela do quarto de hotel

Cheguei num sábado a Cartagena de Indias, depois de 17 horas de viagem e pousos em quatro aeroportos (Galeão, Guarulhos, Bogotá e o destino final). (...) Com a janela do quarto de hotel aberta, posso escutar ritmos e fragmentos de melodias que não me deixam duvidar de que estou no Caribe (...).

Vista da janela do quarto de hotel

29/11/2009
As ruas do Centro Histórico estavam praticamente vazias, o que me permitiu apreciar com mais vagar a arquitetura colonial.

Um típico balcone do Centro Histórico de Cartagena

Iglesia de Santo Domingo, em Cartagena

A primeira pessoa que vi hoje na rua foi um soldado do exército, guardando a Avenida Venezuela (se realiza aqui uma conferência internacional sobre o tratado de Ottawa, que trata da proibição de minas terrestres). No camin
ho de volta ao hotel, descobri um pólo de sebos de livros usados na calle 32 (Avenida Daniel Lemaitre). São pequenas barracas de metal, pintadas de branco. (...)

Sebos de livros da Calle 32

Telefonei para Martín Salas e ele me explicou como chegar ao aeroporto de ônibus. Peguei o “Crespo” e fui encontrá-lo para recepcionarmos Antonio Barreto.

O ônibus (buseta) "Crespo"

Em seguida chegou Wilson Cardozo , do Uruguai (...). Cardozo é um tipo divertido, nascido numa cidade próxima à fronteira com o Brasil, que compreende bem o português. É formado em
letras e há quase vinte anos atua como funcionário da universidade nacional uruguaia, em cargo administrativo. Tem uma atuação larga na cultura de seu país, inclusive promovendo edições de livros e eventos de leitura de poesia com música. (...)

1º/12/2009
Houve uma reunião preliminar entre a Siembra (organização à frente do Festipoesia) e os poetas convidados, numa barraca de praia à beira do mar do Caribe.

3/12/2009
Terceiro dia de Festipoesia. Tivemos inicialmente dois encontros matinais com a imprensa local, nos quais os poetas falaram um pouco sobre seu trabalho. Os recitais se sucederam em diversos espaços, para onde os anfitriões nos conduzem de ônibus fretado, transporte público ou táxi: La
Amadora, um bairro muito pobre, como uma favela;
Martín Salas no recital para as crianças do bairro La Amadora

a Casa Bolívar, onde houve um recital na programação de um evento sobre diversidade sexual, na noite de terça-feira...

... e, hoje, uma atividade reunindo poetas e crianças que estão envolvidas com poesia; a Universidade de Cartagena e o Theatro Heredia (ontem), palco da grande noite de abertura com um longo recital em que leram poemas mais de 20 poetas, de pelo menos 12 países (Colômbia, Brasil, Venezuela, Uruguai, Costa Rica, Porto Rico, Chile, Japão, Noruega, Itália, Haiti e Romênia). Arrisquei-me a ler, num esfarrapado portuñol, cinco de meus poemas na versão em espanhol de Antonio Barreto e Paula Ruth (...).

Theatro Heredia, palco do r
ecital de abertura do Festipoesía

Cartagena é muito colorida, ensolarada, com um lindo e bem conservado casario, animado por cultura e história e infectado por tudo o que o turismo globalizado arrasta consigo.

8/12/2009
Rua do bairro La Candelaria, Centro Histórico de Bogotá

Giro desesperado por Bogotá, do setor de monumentos em torno da Plaza Bolívar até o Parque Independencia, de um lado a outro da Carrera Setima com apenas dez mil pesos no bolso da camisa (...). (...) museus fechados, por conta das festividades de abertura do mês natalino colombiano (que nos proporcionou uma chegada impactante, ontem à noite, à Candelária decorada com centenas de velitas, fogos de artifício sobre o Colpatria e Montesserrate como um presépio sobre as cabeças).



Rua do bairro La Candelaria, Centro Histórico de Bogotá

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Errotica" é uma exposição virtual de arte, realizada pelas galerias Fora do Tempo e BenteVi, com curadoria de Cacá Faria, Flávio Biriba, Flávio Lazarino e Larissa Ferreira. Foram selecionados 10 trabalhos (em áudio, fotografia, vídeo e outros suportes) que abordam temáticas como corpo "erótico-errante", sexualidade e desejo. Entre eles, "Barata", sonorização do meu poema de mesmo título produzida pelo compositor Heitor Dantas no âmbito de nosso projeto de poesia sonora Vetor. O poema foi inspirado na foto abaixo, de Ingrid Klinkby, e comparece, com uma ligeira modificação, no meu livro "Macromundo" (Confraria do Vento, 2010). Para escutar a sonorização de "Barata", clique no Play. Para conhecer os outros trabalhos da exposição "Errotica" passe no sítio da galeria Fora do Tempo.





"Barata"
Texto e voz: Wladimir Cazé
Sonorização: Heitor Dantas
Fotografia: Ingrid Klinkby



Vale lembrar que "Macromundo" continua à venda nas seguintes livrarias e cidades: Martins Fontes Paulista (São Paulo), Livraria da Travessa (Rio de Janeiro), LDM Multicampi (Salvador), Midialouca (Salvador) e Cultura.
Ou diretamente comigo, via e-mail (wladimircaze@gmail.com),
ao preço de R$ 20,00.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Brasília, 21 de outubro de 2010:
Luiz Amorim (T-Bone), Lília Diniz (Maranhão), WC e Luiz Alberto Mendes (São Paulo)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Fotos da microtur de lançamento de "Macromundo"

Salvador: 22 de maio de 2010
Da esquerda para a direita: Lázaro, Irena, Lima Trindade, Sandro
Ornellas, WC, Bárbara, Cajazeira Ramos, Mayrant Gallo, Monica
Menezes, Andreia Gallo, Rosel Soares, Carlos Barbosa + Tom Correia

Vitória: 20 de maio de 2010
Os livros das editoras Confraria do Vento e Aves de Água

Porto Alegre: 24 de abril de 2010
Da esquerda para a direita: Lúcia Rosa, Xico Sá, Ana,
Sidnei Schneider, WC, Fernando Ramos, Guilherme Darisbo,
Lima Trindade e Marcelo Benvenutti

Agradecimentos especiais: Fernando Ramos, Laís Chaffe e Mayrant Gallo

quinta-feira, 10 de junho de 2010

notas para um prosoema "in progress":

(...) cornucópia de canudos conurbados, camadas de pessoas e carros intercaladas (tênue tremor do metrô sob os pés), passando rápido, correndo canais em conflito, a onda biônica de máquinas e gente em espirais, fluindo sem filtro umas entre as outras, histórias represadas vertendo certo para um centro invisto no colo sólido da cordilheira, o umbigo do sertão no ponto escolhido para a ermida de taipa, ajuntamento humano por cartilha de tordesilhas decisivamente atado às terras lusolatinas, mas motivo de disputas entre oportunistas e de interesse para um estrangeiro na vertigem de cruzar três ou mais vias interfundidas - esplendor outrora; já instante instável; universos em potencial.

[trechos do caderno "van gogh"]